Exercício físico e saúde

Exercício físico e saúde

O ACSM (Colégio Americano de Medicina e Esportes) recomenda pelo menos 150 minutos por semana de atividade aeróbia de intensidade moderada a forte, 75 minutos de atividade aeróbia vigorosa ou a combinação de ambos para adultos. Eles também recomendam que o treinamento de força seja realizado pelo menos duas vezes por semana.

O corpo humano possui uma grande capacidade de adaptação funcional e estrutural ao exercício físico intenso. Os homens foram nômades e caçadores durante milhares de anos de evolução. Nos últimos tempos houve redução importante da quantidade de atividade física na vida diária, devido aos sistemas de automação no trabalho e ao transporte motorizado.

Uma conseqüência dessa diminuição do exercício físico no cotidiano foi uma redução da forma física na população do mundo industrializado, com aumento simultâneo do predomínio das doenças cardiovasculares como causa de morte e incapacidade. Isso indica que a mudança para um estilo de vida sedentário pode ser prejudicial para o indivíduo e potencialmente oneroso para a sociedade. Sem dúvida, os dados epidemiológicos indicam claramente os efeitos benéficos do exercício físico na prevenção da doença coronariana e na diminuição da mortalidade por todas as causas, quando o exercício se constitui em uma parte integrante das atividades laborativas e de lazer. Ainda, ao melhorar o perfil lipídico do sangue, manter a pressão arterial dentro de limites seguros, e controlar o peso corporal, o exercício físico pode modificar outros fatores de risco. O exercício pode também contribuir para o controle do diabetes melito e para a manutenção da densidade óssea no idoso.

Embora a saúde física, valorizada pelos índices de morbidade e mortalidade, tenha melhorado de forma constante em todo o mundo, os dados epidemiológicos e experimentais indicam que é importante que as pessoas participem em programas de exercícios físicos regulares como parte de um estilo de vida sadio. O engajamento em um programa de exercícios regulares, predominantemente aeróbicos, que mobilizem grandes grupos musculares, leva a adaptações dos sistemas fisiológicos que mantêm esta atividade física e uma conseqüente melhora da capacidade funcional, culminando no estado que habitualmente recebe a denominação de forma física. Um indivíduo em boa forma física tem maior capacidade de tolerar as demandas físicas que fazem parte do cotidiano, enquanto outro que não esteja em forma por vezes terá de interromper a atividade devido a fadiga.

A forma física e a boa saúde não são sinônimos, mas complementares entre si. Enquanto uma boa saúde significa simplesmente a ausência de doenças, a forma física pressupõe energia suficiente para buscar as recompensas da vida e não depender fisicamente de outras pessoas.

Na Medicina do Esporte, considera-se de capital importância o problema de prevenir ou remediar os efeitos negativos de um estilo de vida sedentário e do envelhecimento. Portanto, a atividade física adequada constitui-se em um componente importante dos regimes terapêuticos para o controle e tratamento da doença coronariana, da hipertensão arterial, da obesidade, das doenças músculo-esqueléticas, das doenças respiratórias e da depressão. A forma física pode proporcionar também sensação de bem-estar e auto-estima.

Para se beneficiar ao máximo da prática, devemos primeiramente passar por uma avaliação física e cardiopulmonar, conhecendo assim as nossas condições físicas e metabólicas para iniciar o treinamento físico. Com isso, o treinamento poderá ser prescrito nas doses ideais para

que se obtenham os resultados desejados. Por isso, recomendamos sempre, que o trabalho com o médico do esporte, professor de educação física e demais profissionais da área da saúde estejam interligados.

Sucesso em sua jornada física! Contem conosco!

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